sexta-feira, 24 de agosto de 2012

A Portuguesa: dois hinos uma mesma forma de cantar...

Data: 1890 (versão original)[5]
Letra: Henrique Lopes de Mendonça
Música: Alfredo Keil



I
Herois do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memoria,
Oh patria ergue-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céo!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu!
Beija o teu sólo jucundo
O Oceano, a rugir de amor;
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar, marchar!

III
Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do resurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injurias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela patria lutar!
Contra os Bretões
marchar, marchar!

A NOSSA NAÇOM

Os Pinos.

(Himno galego)



¿Qué din os rumorosos
na costa verdecente
ao raio transparente
do prácido luar?
¿Qué din as altas copas
de escuro arume arpado
co seu ben compasado
monótono fungar?

Do teu verdor cinguido
e de benignos astros
confín dos verdes castros
e valeroso chan,
non des a esquecemento
da inxuria o rudo encono;
desperta do teu sono
fogar de Breogán.

Os bos e xenerosos
a nosa voz entenden
e con arroubo atenden
o noso ronco son,
mais sóo os iñorantes
e féridos e duros,
imbéciles e escuros
non nos entenden, non.

Os tempos son chegados
dos bardos das edades
que as vosas vaguedades
cumprido fin terán;
pois, donde quer, xigante
a nosa voz pregoa
a redenzón da boa
nazón de Breogán.

Teus fillos vagorosos
en que honor soo late,
a intrépido combate
dispondo o peito van;
se, por ti mesma, libre
de indigna servidume
e de oprobioso alcume,
rexión de Breogán

Á nobre Lusitania
os brazos tende amigos,
ós eidos ben antigos
con un punxente afán;
e cumpre as vaguedades
dos teus soantes pinos
duns máxicos destinos,
¡oh, grei de Breogán!

Amor da terra verde,
da verde terra nosa,
acende a raza briosa
de Ousinde e de Froxán;
que aló nos seus garridos
xustillos, mal constreitos,
os doces e albos peitos
das fillas de Breogán;

que á nobre prole insinen
fortísimos acentos,
non mólidos concentos
que ás virxes só ben están;
mais os robustos ecos
que, ¡oh, patria!, ben recordas
das sonorosas cordas
das arpas de Breogán.

Estima non se alcanza
cun vil xemido brando;
calquer requer rogando
con voz que esquecerán;
mais cun rumor xigante,
subrime e parecido
ao intrépido sonido
das armas de Breogán.

Galegos, sede fortes,
prontos a grandes feitos;
aparellade os peitos
a glorioso afán;
fillos dos nobres celtas,
fortes e peregrinos,
luitade plos destinos
dos eidos de Breogán

Eduardo Pondal
http://www.himnogallego.com/ospinos_espanol.htm

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Duplicidades

Quando caio - me levanto...

Quando não vejo - me deixo guiar: pela força que aninha em meus passos... pela vida que me impele a avançar...

Quando estou no chão - me ergo... ainda que não saiba em que direcção...

Porque - por vezes a força: empurra ainda mais contra o chão

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Coisas Óbvias...


 

"El tabaco prejudica gravemente su bolsillo"

"O tabaco prejudica gravemente a sua carteira"...

"Daniel Almeida"...
um dia num bar...
Bohémia

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Caminhos



Quando a falta de sentido pretende tomar conta da tua existência... pausa... inspira... sente...

Parece que o mundo pautado pelas estruturas protocolares de acordo entre consciências é real...

De facto, é um sonho que PARECE real... por isso sonhamos todos em conjunto... e em conjunto despertamos...

Sabes bem que - a verdade - habita um centro que parece distante... um centro que não reside na mente ou no corpo e que - mesmo assim - te gera e dá existência...

Esse centro nada pede, nada procura... apenas é... e te alimenta com a sua existência...

Diverte-te quanto possas a viver o sonho... caminha para o centro se puderes... sente em ti a vida em fluxo... revela tua verdade sem entenderes...

Há uma causa, uma razão e um sentido... descobrir o seu segredo é a missão do teu caminho...



Bom caminho peregrino!

terça-feira, 5 de junho de 2012

Amar éxistir



Sou Amado... logo existo...

Apenas existimos realmente se estivermos plantados no coração de Algo... traduzido no coração de alguém...

Sementes de vida crescendo no solo fecundo da Harmonia Universal

Crianças de barro, caminhando nos trilhos da vida, baixo o sorriso do Eterno... palpitando para nos amparar



Do Sublime... recebo a vida... sou Sua vida traduzida num tempo e num lugar...
No Grande Sonho... sou personagem de fábula... re-inventando seu vagar...
Do Imutável... sou centelha desprendida... de regresso ao seu Lar

Gota de chuva... que foi rio... que será mar...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Despertares




...a verdade mais simples habita o profundo do teu coração...


Chama de luz viva.. ela guiará tua razão...

Crê... alimenta-a na vida sem cessar...


Faz do teu ser um templo para que ela se possa manifestar...


Brilha... ocupa o teu lugar...

No círculo das eras é altura de Despertar...