terça-feira, 21 de outubro de 2014

Digam elas, digam eles - aquilo que não conseguimos lembrar algo a se evocar


tempos de renovação
fascínio e magia

entre uma estranha de forma de vida
perdida

entre os que iam e não voltavam
entre os que aqui estava
e suspiravam

quem canta e conta
assim aprendeu

como uma rima que se esqueceu...


estranha forma de vida
a que se perde
e a que se esquece

és tu
e sou
quem se desvanece...

estranha forma de vida
essa que jaz

em quem ensina
com marca e estilo de vida
que assim em vida se compraz

reerguer espaços
relembrar abraços

trazer de novo os cachos
das espigas às vindimas



(tradução de um a linguagem perdida no tempo
de uma forma de tradição esquecida- por um momento
tradição do coração
que se portava
desde Santa Marta a Viana
desde o Galo de Portugal
que desde Barcelos Cantava)

povo que assim animas
os momentos das estivas
que assim cantavas
assim lembravas
a mais bela
no círculo
quem amavas

que agora nem tempo tens
para lembrar
ou evocar
a não ser naquilo
que possas assim comprar

estranha forma de vida

para que tanta "magia"
de varinha em mão

se o coração
late esquecido
no fundo de um velho 
ou velha que o mantém 
AINDA
na palma da mão...

esperando

o dia
da sua nobre condição



AINDA

existe essa voz
dentro de todos nós

quando se sente
algo pungente
que nos toca

que parece
ser transcendente

e onde falta
falta a toda a gente

e onde existe
é fluente
e calma a sede
a esta nossa
à nossa mesma gente







domingo, 19 de outubro de 2014

Trovas do vento que não passa... até a vida que havia voltar...








durante quatro anos "emprateleirado"

durante quatro anos ignorado
duramente quatro anos
querendo falar
tanto
tanto

e a hierarquia e a ordem assim enviando
e os sindicatos...

e as gentes ali ao lado
tanto...
tanto...

calaram

e os advogados
aos que se perguntava
fugiam
nada diziam
diziam nada

Agora - prescrevendo
depois de protelar
o momento
de sempre o julgamento

de se expor a verdade
quem vende o meu país?
quem vende o que art 64 assim diz
de todos
para todos
por todos defendida

assim tida
assim por todos sustida
tendencialmente gratuita

e é assim a dita
de ver grupo económico comer

os impostos que não vai pagar
ao se nomear epe

e é triste ver Portugal a arder
a se esvair
sem ninguém saber

como se privatiza uma região
seja braga
mel d fel
seja Viana

em seu
ul timo salmo

e ficam os impostos por pagar
desde 2006 

desde 1999- 2001

quando se apagou a carreira
ainda que ninguém ainda soubera
que ia ser apagada

saltavam as hierarcas
para escolas

saltavam as outras
para as reformas
e quem ficou
nada se lhe diz
e que se deixa vendere comprar
com aumento de 50% em taxa a pagar
em consulta que era de 2.5 e
agora a 5

e as "a la carte" com
mesmo pessoal
menos material
mesmas instalações

e são 10 lições


e aqui
as visitas a casa
são 40 ecos de vida

assim permitida

por ter sido pactuada
aninhada
entre quem deveria
e não disse...

nada...

fica aqui a ultima carta - registada
dos apelos tantos
que são desta forma
assim
chumbada
como caixão negro desta nossa terra
esperando a esperança

pergunto ao vento que passa
notícias do meu país

e o vento
engole a fumaça
de ser pago o que era de graça
e o vento - nem lamento, nem esperança assim me diz...

quem escreve, sugeito a emprateleiramenteo durante tres anos e meio
é licenciado  esta agora desempregado
era funcionário do estado e - como diz z musica
teve de dizer - não!
ao abuso, à falta dee scrupulos, de forma ed e condição

e agora é re-inserido socialmente
por ser alguém que não mente

fica a réplica da resposta 
da carta da Ordem dos advogados

enviada em 12-09-2014

tendo resposta oficial 
por ordem de alta magistral

a 05 do tal...

velocidade destas
impossível de pactuar

é assim que se passa
nesse nosso
outrora
Portugal...


resposta oficial da Ordem perante pedido de mudança de comarca 
- devido aos sucessos se inscreverem dentro do âmbito de acção da entidade dita publica que é 
- efectivamente privada em forma e meios de gestão;


como é possível que o requerente tenha feito registo de carta em posse da administração a 12-09-2014 e 
- com os melhores cumprimentos -
silenciam e protelem mais uma vez o caso 

- enviando a "bola de ping- pong" administrativo e de protelar de instituição em instituição até a data de prescrever chegar?

é já agora em Novembro... 
dá para entender?...

foram três advogados negando, 
um requerendo -  pelo privado 30.000e para chegar ao supremo...

ping-pong para nenhures
para lugar outro que não o de apelativo

adeus justiça equitativa, adeus educação gratuita e de qualidade, adeus saúde tendencialmente gratuita e universal, adeus ao poder soberano - comprando-se regiões e vendendo-se como se fosse gado...

 - se a resposta que dizem ter enviado é PRECEDENTE AO REQUERIMENTO NUMA SEMANA?
(VER - 05-09-2014)






pode haver quem te defenda
quem COMPRE O TEU CHÃO SAGRADO

mas tua vida

NÃO!

fica a nota
já que me é negado o poder de me apresentar
num tribunal
e falar
e mostrar as provas
que assim estão
que assim são
que assim foram
e mostram

como uma nação
se desfez de si mesma
e sem sequer notar
ou valer
a pena
se deixou
vendida
estendida

entre quem mais dê
quem melhor o diga:




alguém cantou à primeira dama
em tempos de grande estrondo
que o mais profundo que havia na alma
de um ser
era a honra de o ser

bem ...



Grupo de Guitarras e Cantares de Coimbra.
António Portugal, António Brojo, Aurélio Reis, Luís Filipe Rôxo, Humberto Matias.
Luiz Goes, António Bernardino, Camacho Vieira, Paulo Saraiva
Convidados: Brigada Victor Jara, Vitorino, Janita Salomé, Manuel Portugal
Ao vivo Centro Cultural de Belém

Foi o último concerto em Portugal do Grupo de Guitarras e Cantares de Coimbra com António Portugal. O CCB estava completamente cheio. Foi uma noite mágica... inesquecível.









sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Não há quem te defenda - pois a lei é bem clara, não há quem aprenda - quando apalavra na boca é assim calada "... dever de a defender..."

Constituição de Portugal - consultado em http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortuguesa.aspx#art74
a 10-10-2014


Já sabemos que "é gratuito" - fora os livrinhos, as sebentas, os materiais para disciplinas anexas...

Já sabemos que ninguém fechou os estabelecimentos escolares de periferia, "massificou" o ensino em agrupamentos e pôs o professorado a avaliar-se um ao outro - e quantos já se reformaram a custa disto...

Já sabemos que qualquer pessoa de um bairro de exclusão - com rendimento social de inserção - terá acesso aos graus mais elevados de ensino, de investigação científica e de criação artística...

Já sabemos que - as propinas - desde que se levantavam crianças na ponte internacional de Valença - reclamando o que os paizinhos - que coloniais voltaram - nem reclamaram:

 - tinham bem razão no que diziam - e que escolas de politécnico - hoje em dia - e universidades públicas - nem cobram propinas nem as aumentam

- já sabemos que esta "educação do milhão" -é como a saúde:

- tendencialmente gratuita (art 64º da Const de Portugal)
 - tendenciosamente cobrada em consulta redobrada - aumentada no ano passado em 50% nos primários centros,  com consultas "a la carte", para quem quisesse pagar "mais"

 - passaram de 2.5 e para 5 e assim - sem mais,

e abriram "abertas" onde?
- ali onde os materiais menos, os profissionais os mesmos e os locais iguais

- "a la carte" se chama este sistema de "multi factorias" fazendo de nós carne e canhão e levando pela frente toda e qualquer palavra que dê sentido ao termo "nação"...

Grupos económicos apátridas que evadem:
primeiro disfarçados de SNS - sendo por vezes E.P.E - e assim não pagando os impostos que nos deviam a todos nós;

Depois - cobrando o que não é possível - por LEI;

assim fazendo do pobre e do humilde seu pagador - a dobrar- quando diz  a constituição que - é DEVER do cidadão o DEFENDER a constituição neste seu artigo - "

Saúde dita "universal" - tendencialmente gratuita e - claro- de qualidade... não a que nos servem agora as empresas que desmantelam por dentro o sistema para tomar conta do sistema por dentro... haja dó;

 - ou corporativas (não cooperativas - que assim era falar em "bom tugalês"...

mas constituição lês e - mais não vês... será defeito do sistema  de ensino ou do da saúde?- que não faz exames,  de visão ao que lá esta em Belém e ao povo também... não?)...






segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Alguém disse "NÃO" e assim disse à "VIDA - SIM!" PTI





Sabes que há ainda uma oportunidade para ti
há uma faisca de vida
que tens de fazer despontar

como se fosse
numa festa imensa 
prestes a se festejar

és como uma
palavra de fogo

que atrevesse o céu inteiro

e assim reescrevendo 
teu nome verdadeiro

mostre esse assim o valor que tens
o valor que és
o que em ti retens
talvez...
pela força do medo
da duvida
de descrença
da ignorância de outro caminho
dessa que te abre caminho...

essa que

entrelaça o teu destino
em outros destinos

entrelaçando caminhos
entre mágicos amigos

quem te disse que apenas a«havia uma forma de se verá vida, o mundo,o caminho e via a se percorrer?

quem disse ser verdade e via e caminho
dizia que outros´que fossem com eles eram com eles efectivamente

quem transliterou o que estava assim bem dito
e se tornou "rei e senhor" exclusivo

de imperativo único caminho ou sentido a se seguir?




quem se lembrou de ir dizendo 
- À PRÓPRIA VIDA -
como se manifestar, como ser como estar
na sua Forma Humana
de Milhares de milhões de anos a se desenvolver 


para assim poder dizer 
- sim, sim, não não - 
sem meia palavra

de hipócrita diplomacia
essa que
vaticana

nem se anuncia
nem se renega
nem se pronuncia
nem se afirma

assim subsiste
entre tanta quimera
entre o período nacional socialista

e o apoio tácito a
a um Reich e agora a repulsa
no silencio
do que foi feito

e os filmes
bonitos
de algum presbítero 
(homem novo - não velho)

entre tantos e tantos prosélitos
algum sai um pouco de direitas

que se assumir e cumpriu preceitos
de Filantropia
como manda a via e a vida... 
e o resto

vai para onde tem de ir
vai para onde os mandam esses que não sabem
nem entrar
nem sair



Cegos que guiam cegos
dizia uma certa voz
de copista certamente entre nós

que "pai" está nos céus...

´diz uma versão que "está"
outra nem se lembrou
e o "Pai nosso"
 assim ficou

e afinal
papa apenas ficou
quando o Bispo de Roma
entre tanta confusão

se confirmou

e "patre" na romana legião
pais de filhos, que estivessem assumidos
no culto de Mithras

ninguém irá dizer

que afinal 
- o tal falava - 
para ninguém
que alguém escreva 
- no período de convulsão

que levou a se escolher o Bispo de Roma como maior
entre tantos outros que o poderiam ser
e se chamar de "pai"

daí data da escrita
que nega
que seja UM o escolhido
quando nem o próprio escolheu

uma corruptela
que diz "pedra" 
- e que anuncia um algo

que se fez "eclesia" quando o tal 
andava de um lado para o outro, 
dormia onde podia, 
nem tinha onde pousar a cabeça, 

não acumulava riqueza,
aconselhava a cingir o cinto, 
não determinava maiores ou menores, 

lavava pés se lhe perguntassem outra vez 
- e depois -
 lembrasse de provar 

que era Pedro "e não André"


 -que este cisma também houve - 
pois esse sim foi o primeiro chamado e uma igreja o reclama

- depois como ícone - 
num outro lado do império 
- bizantinos seriam os amigos...
celeumas e crises pelo poder


se hoje aparecesse o tal
nem se reconheceria na igreja
nem a igreja o deixaria sequer entrar


ficaria numa casa de loucos
ao pronunciar e ser e anunciar

que a morte não existe, 
que se cura todo o mal com humanidade
que se façam toques de vida na vida que sofre

que se deixem celeumas por base na existências deste "puros de coração"
que se acompanhem em pares para não se deixarem cair em divagação 
- e mais não - 

que nem fundou congregação, 
nem empapelou ninguém como maioral 

- tudo isso foi resultado do Imperio 
e da sua "vá gloria de mandar"

nem colocaria um madeiro e pregos 
e chicotes e elementos de tortura - 
como vemos nos cruzeiros antigos 

- como sinais - 
de espanto, de medo, de sobressalto 

- a par os habitantes - alguns sendo Pelourinho - imagines-se!


"Deus" de vida ou de morte,
 do romano império e a sua 
(nossa triste sorte);

os puros preferiram tombar a se transformar- "massada" 

- para os Hebreus Montsegur para os europeus, 
"Medulio" para os nossos e alguém chamado Viriato - para os Lusos -

que eram algo lá de baixo
 - e resistiram como todos - 
esse "arrear de facho" - 
que imperava por convicção 
- vendendo ideias impossíveis

 (como marchar contra canhões a partir de 58 - quando marchávamos - bem - em relação a quem não respeito o mais antigo tratado de colaboração que se conhece entre reinos europeus -povo triste que canta voz em riste e nem se precata da mudança - nem da estranha forma de vida- que os lança - de frente - para a morte certa - sendo hino de nação - assim fizeram os romanos... uns notaram e se resguardaram, se infiltraram... outros não...)

sabes o mais importante disto -

sendo que o "Pontifex Máximo" é um titulo que implica 
- estabelecer pontes entre o transcendente e o mundo real - 

este senhor usurpou 
- o poder de reis, sacerdotes, profetas - e se fez "Imperator" de forma enviesada 

- deixando os outros de forma errada - 
de mão a abanar  uma só lei 

- para a cegonha, a zebra, o leão e o cordeiro - 
é algo triste 
- e não verdadeiro - 

que a natura respeita e deixa 
- a cada qual com sua própria cadencia e que é artista em eloquência - 

enquanto que este 
- agarrando "o anel" se transformou num tudo de nadas - 

agregou os despojos das culturas conquistadas 
e fez uma amalgama sem sentido ou sem profundidade
pois antes cilindrou os guardiões e guardiãs que lhe davam profundidade e identidade...


é disto que "hoje falamos"
- quando ajoelhamos perante um Deus de Morte trazido por tiranos - 

que antes do sec. V 
- nem havia tal coisa 

(o tal madeiro - que nem se sabe da forma e que foi assim depois adoptada no mundo inteiro - como sinal de vida? pobre criança que veja uma imagem num canto, de cabelo descaído, negra de estar lívida, consagrante, cravada em peito desgarrada em joelhos, cravada pelos pés...)

agora tapamos os olhos das crianças que tem imagens destas na TV 
- ou que sejam nem que seja um cão assim quase esventrado - 
pois a lança de flanco trespassado

- lança de cavalaria - 
- para todos os efeitos - 
traça e deixa a carne feita pedaços

- pois - 

adoramos esta imagem
- entre tantas outras que seriam possíveis





que transmitiriam um Ser Humano
perfeitamente INTEGRADO
na GRANDE VIDA
sendo Vida

no grande Sopro
entregando assim seu próprio sopro

ninguémlho r«tira

como alguém já integrado
o entrega
por ser o momento

Imagens desse ser "Iluminado"
vestes brancas
abraço abrangendo o mundo inteiro
são as imagens
que este nosso povo
de uma outra forma transformou
 baixo umas cruzes estranhas
de alguns que sabem ou sentem
assim deixou
margem de manobra
entre uma estranha história
que se pretendia assim encerrar- 

Imagem de Vida e Esperança

como as que são complementares
neste lado
ao passar
o Minho e ver e notar
uma senhora
de um alado
portando a Vida Criança
e uma senhora do outro
levando
o ser que se entrega em braços

ou as "nossas também"
como a do corcovado, 
a do Cristo Rei de Lisboa ou a de Dili

 - de peito aberto e iluminado
de abraço 
- sem armas, ou cravos ou feridas de ser trespassado...

novas vestes
vestes brancas
que abraçam o Sr Humano

esse que "irmão pequeno ainda
enquanto desperta"

semente em pequeno leito de latência
enquanto a Primavera lá fora - por dentro não chega

então?!...

que culto este da morte 
e que lei esta - de "talião"?

do olho por olho´
e dente por dente
e todo o mundo cego
e sem razão
como diria um outro eloquente

um disse amor e liberdade 
e o Império lhe disse:

"NÃO!"





e se?...

Uma tal Maria exaltada e um tal J.C implicassem uma mesma identidade

como a obra e o artista - sendo em sintonia uma mesma realidade

como o Barro que é amado e a água de Vida e a vida que sente em mão viva o barro assim a ser transformado...


... e se?...





quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A ilusão do Betão - uma nova esperança na mão em coração






Uma nova esperança…

Entre as vozes silentes que nos roçam… sorridentes- talvez… por tudo o que esta vida em si fez… tudo o que o coração em si quis… e que dia adia nos diz..

Além do que a alma chora, além do que este mundo ignora.. nos diz – vai… segue o teu sentido está quase… está aqui, aquém de tanto que te é pedido e alem… nesse algo prometido que te impele – já como amigo ou amiga – a abraçar a voz que te sustém…

Vozes silentes passam entre os momentos presentes – ora par nos guiar – ora para partilhar a confusão que as levou entre o labirinto a se deixar apagar…

Até serem ecos devidas passadas, até serem opções de vidas queimadas… ou serem tristes crianças chorando, entre os muros de pedra fria lamentando – a vida que se lhes negou… e o dia triste no que esse dia mais não chegou…

E voltam os de viva chama… os de inflamado olhar que a noite não cega nem a vida em si crava…

Numa invisível cruz –a que  atraia… a que seduz – ate se deixar tudo – toda a luz que era para libertar
– transformada em métodos e objectos e lógicas para nos confundir e sumir no labirinto de que te estou afalar…

Desde o Betão ao coração… desde o entramado de mundos diários nos que não damos a mão… no que os abraços são algo tão distante que soam a corrupção, no que os olhares que se iluminem – 

pertencem a jovens apaixonados – que se mimem – enquanto o mundo assim os deixar – apara depois – mal o apaixonamento termine e a luz se termine – o poder os venha tomar…

 e as armaduras de força e querer e bem fazer  - pelo cânone que nos estão a contar – pesam  mais nas opções a tomar – e levem para longe quem um – dia, um anoite – se jurou para sempre amar…

E os dias, os advogados de litanias – vão dizer – que tal não sucedeu – que é normal que quando um ser humano cresça – se esqueça de tudo o que dentro – por dentro de si se acendeu… da luz que o sucedeu… e das horas, além horas que mais nenhum momento ou rotina prendeu…

E quando – já velhos – desgastados – com seus vinte ou trinta anos – cansados – pesados – de dar tudo o que eram a uma labor a um frio gabinete a estranho e pequeno ou grande computador.. que computa a dor… de se estará separar – em virtualidades a se fragmentar – em mil e uma verdades a se espelhar – ate se esvair e esquecer – devagar – de quem era – para onde ia e pelo que realmente poderia estar – dia adia – disposta – disposto -  a lutar

Chuva dissolvente que olvida e engole a gente.. os sonhos que viemos aqui para plantar –e para – juntos- com irmãos e irmãos assim – poder – em ti e em mim – de «novo evocar… de novo lembrar – de novo – lentamente – despertar no terno e perene confiar…

Agora se desconfia do vizinho ou vizinha – da conta do face do companheiro, das coisas dos “tapupwares” da s companheiras… das coisas bizarras que as crianças, encerradas  – inventaram – enquanto choravam –neste labirinto de pedras marcadas e de horas assim fechadas…

De túmulos onde se esvaia – a força da vida – em rotinas marcadas que levam ao nada – simplesmente utilitárias...

E os de cima – os que em deboche se fascinam – com tudo aquilo que o mundo e o material – tudo o que podem em si comprar – se dão a seguir e a perseverar – em mais carvão assim inventado juntar.. .
até que o peso do que os sustêm cai por terra – de tanto carvão sem mais função do que a repetição do desgaste, de se deixar ir por araste…

de se mergulhar no que o mundo – sozinho – sem o que o coração acendido – tem para nos dar….
Poder, estatuto, homem, mulher – contributo e importância de se ser social… poder…
tecnologia conforto… e o resto?

Para onde – com tudo isso avançar?

E ver –que no final – tantos  e tantos se esvaem
presos em frios refúgios
que a vida não consegue tocar

Somos tu e eu e o lugar a onde iremos parar
Agora nem nos chateia ou preocupa – a não ser para uma conta num certo “bar” – onde o psicólogo- “barman” ou “barwoman” – nos serve os cocktails de ocasião-

 e guarda aqueles que – tendo a conta cheia – não podem pagar o tal milhão…
barras de bares de bancos – que antes eram para se parar… e partilhar… a brisa, o sol na cara – um ser Humano ao lado a cuidar…
Agora são tantos e tantos – e nos cada vez mais pobres para neles nos poder sentar…
E agora – nem tempo temos para o saudar – quanto mais  - verdadeiramente nos cativar – e precatar – dessa vida que uns e outros trazemos bem dentro…

– esperando ser descoberta, amparada, sustida, reconhecida e amada
– para ser vida por fora a despontar…

já não há tempo nem meio nem disponibilidade ou exemplo para se aprender de novo a viver…de vagar – e a cativar a vida que se transforme em verdadeira luz no olhar; para cativar…

E condenaremos os filhos que advenham de tão frágil e fugaz união – a erem educados p
or este sistema de alienação?!?!?!? E quem se precata se atreve a dizer à alienação – NÃO!?...

Escolas pejadas, violências que levam ao nada, reencontro com a ausência de dois seres que- partilhando o mesmo espaço -  já mais nada tema  ase dizer

–a não ser sentar no sofá que a custo compraram e se deixara adormecer..

Uns nos programas, outros nas coisas vagas, outros nos jogos de computador… todos mortos por dentro – ainda que não notem o portento desta nossa civilização…

De tom cinza – que se espalha e queima – tudo o que era anteriormente vida…

Nem vemos que as chuvas – as nossas chuvas – são as cinzas de tantas outras vidas nossas próprias vidas cremadas nas rotinas por si mesmas geradas…

Nem vemos como – espartilhadas – levam a todo o sitio e todo o sitio leva ao nada..
À repetição do milhão
da sugestão
do que o sistema diz ser
“sim” e ser “não”…

E o teu coração – entre este húmido e triste betão – húmido por dentro das lagrimas que choras em horas tolas – nas que te atreves a te deixar ir – e sentir a tristeza de ver – dia a dia – esvair-se o teu por vir… o teu próprio ser se transformar numa forma deformada da tua origem e original condição..
Pois o coração por dentro late se esbate – nessa pintura a sumir – que era para ser garrida, transparente e livre e viva – e é agora uma rotina – dia a dia – em direcção aonde ninguém de lá pode fugir… em sentido plenamente definido para no nada da alienação nos sumir…

Esse circulo de pedras negras – geradas por cada opção que não ousamos assumir..
quando – do meio termo – escolhemos o meio de baixo – e para baixo nos deixamos submergir

Deixando os de cima – sorrindo – desfrutando – fruindo – da mesma falta de sentido que os mata sem ninguém notar…

Um ataque cardíaco, uma overdose, um mergulho na banheira alcoolizado, um adormecer em anestesia por médico confiado, um acidente de carro de ponta ou de avião particular… são so que admiramos dia a dia e sem parar…

E lá se esvai o tempo de partilhar… entre a floresta de betão – que dia a dia teimamos em espalhar...

E la se vai – avida que a alimenta – como o crude que sustenta – estas estradas por onde ainda ousamos rodar…

Como borrachas e petróleos de seres mortos –que trouxemos para aqui para de novo estar, sem pensar que os levou – em massa –a ali, no profundo -  descansar – antes sequer de terem sido transformados – para serem de novo içados – como vida viva a se partilhar…

Agora – como praga – tudo isolam, tudo cobram – da vida que ainda não os pode reciclar – caminhamos sobre cadáveres, rodamos sobre cadáveres, colocamos sangue negro dentro de viaturas e lares, comemos em tap-up-wares em tudo pares e os plásticos do dia a dia levamos sem parar e as garrafas da água mais pura misturamos nessa mesma morte singular…

Eis a floresta de betão – que nega a Humana condição
 – a quem não tem dinheiro para pagar – um lugar onde dormir, um pedaço de pão para fruir, um algo para vestir – esse teu, meu irmão – podes ser tu um dia – amanhã – porque não?

A justiça que garantia – que isto – aqui  não sucedia:
 – se vendeu sem razão ao frio e negro betão…

E podes ser  tu a pessoa – que esmoreça em casa –e que mais ninguém saiba – se foi, se não foi –s e apareceu ou porque não…

– telefonema para nova – para o novo – encaixar – seguir – produzir e subir sem parar..
e… tu que ficaste – te esvaíste… te apagaste

– nem direito tiveste a ter nome, ou reconhecimento…

Perdida no frio cimento – mergulhado no escuro betão – como todas as vidas que – frias e sozinhas – se esvaem numa hospitalar instituição...

Passa quem cuida – se enraivece – de ver sua própria vida- dia a dia – ser cada vez mais vilipendiada, abandonada, esquecida - e a impossível coisa acontecida –que se submeta a própria vida ao sistema que a sustinha – e que agora pertence a quem vende… aquilo que lhe aprouver vender… a tua vida… aminha – apreço de ocasião para quem aproveitar e assim se somar e fizer…

E vendo – e mais não crendo – primeiro se revoltando – depois deixando – lentamente –a acontecendo:

 “o da cama 21 – foi-se – é preciso fazer amumia  quem vai?”…

como se fosse um exército – no que se despersonaliza – como a vida de soldado– pois é morte que se vai ter de dar – e não importa muito saber ou conhecer – em profundidade – o outro humano ser que assim, se esta a ser preparado para matar…

como num hospital – num serviço no que cada vez mais – arribam essas barcas fantasmais – sendo tantas e tantas – são os das horas tantas, os da oclusão intestinal, são os “burgers” que vão ser outrem – já não são um nome, uma história – alguém que amou, riu e chorou… alguém que corresponde a um lugar e que tem em si a força – para – entre outras seres afins – ajudara acrescer – e a viver –e bem viver – devagar

Já não são teu pai, já não a tua mãe (reflectidos nos olhos de quem cuide sem tempo para ver o mais);

E és tu e os filhos -  que nesta máquina em desatino – dia a dia se está a entregar… a esse lugar de arranjo ou de se deixar ficar…

São as portas das escolas – onde já temem os porteiros se intrometer – entre jovens revoltados e à solta – que em si já nada querem saber.. ausentes pais, ausentes os capitais . ausentes os esteios viventes que lhes dessem sentido e vida e tudo o mais…
e cuidam agora os poucos dos poucos momentos- cada vez menos – quando deveriam ser mais
– se esta sociedade abrisse verdadeiros caminhos a esse no rumo que prega - em vez de mentir em doses garrafais…
E defensivos nos tornamos –q eu fazer – somos tantos  e tantos e nada mais encontramos – nenhuma nova solução encontramos- do que sendo os escravos – de cenoura em frente – avançando em ritmo crescente – para o nenhures que – frio – nos vai abraçar –a conchegar e acolher quando era em vida e em verdade – que deveríamos nós assim transcender…

E os materiais – cada vez menos – e cada vez mais – menos os matérias de consulta – mais quem dela precise – menos os profissionais e mais as horas – mais… mais!!!...
Mais madeira para queimar – a madeira dos próprios vagões que habitávamos para a “algum lugar chegar”…

E alguns caem- pois é preciso dar de comer – aos estudos capitais e aos vícios tais, que vão acabar por afastar os tais filhos e pais – por falta de tempo para se ver ou sequer conhecer
“pai – de que gostas mais?... Hum? Responde o tal – como se tal pergunta – vinda de um ser humano que desponta – fosse algo que o despertasse de um sono meio vivo meio despido… não sei.. e tu-?
Bem – do sega rally dos mil encantos Stephanie, dos colegas e das brigas que temos, dos momento nos que somos donos do bairro pequeno que na escola conhecemos… e tu – de que gostas?...

 – e o que ajuda a acender ou apagar lamparinas – na sua esquina de vida – fica na sua letargia cansina a meditar

– se revelar quem era, antes de se ter entregue a esta sina que – cinzenta – nos está – um a um – uma a um a - a separar, a dominar, a corroer por dentro e a drenar…
sabemos de tudo um cento, menos da vida e do desígnio que esta tinha quando nos ajudou a aqui chegar… e na nossa ignorância – assim – valentes seguimos para  nada avançar… com nossas vidas a alienação em verdade apagar…



Cada vez menos materiais – controlados pelas farmácias – que são os lugares d recepção de naves espaciais de ocasião – que vêem de outros planetas – além da europeia união… e que – a mão cheia –nos coordenam sem razão.. . recursos escassos e parcos – cada vez mais – acreditados por entidade de estranhos que – em língua franca – garante – que menos gentes – e mais escravos – que menos materiais – e mais improvisados – que menos horários –e mais e mais rápidos – são as qualidades que desprezamos – essas mesmas que sempre apreciamos… e… como nenhum se precate… nenhum ser assim se abate – entre depressão, “emprateleiramento” ou solidão… por dar alarme – por ir a toda e qualquer parte gritando:

 “ENTAO??!?!?!?!)…

COMO  o tal adolescente –a adolescente – que lhe grita – ao pai, à mãe a professora acelerada – a sociedade que tem tudo e não tem nada e não ouve:
 – que ela – que ele não quer encaixar-se ali, não quer ser mais uma estátua fria encaixada numa galeria – muda por dentro -  de museu de cera do século:

– para ser visitada por quem ali paga – para ver se tudo está como disseram que tinha de estar…
E são – assim drogados, catalogados de hipersensibilizados –e como os outros tantos – calados

Calados os velhos nos lares solitários – sem nome, sem dignidade de transcender em verdade – no lugar e pelo lugar que deixaram tudo o que era m antes de serem escravos deste sistema – desta forma de quimera – que nos acelera rumo ao nada que nos espera e à sua mesma  escuridão- eis o destino que nos espera – a grandes e menos grandes – aos que paguem e os que não – uns tesos numa cama de penas outros num qualquer banco de jardim florido – qual o melhor – qual o melhor vestido?
Venha o diabo e escolha…

Todos lançados – para desempregos desenfreados – aparentes multitarefas preparados- sem conhecimentos profundos acerca de algo – é cultura geral- dizem de repente – e colocam as crianças – desde cedo – com computador na face colado.. para deixar de ver

De ser

de saber o que esta á a suceder – ate teclar a tecla “x” e começara curtir o que os adultos trancaram no aparelho e vivem em suas vidas em seus próprios trebelhos… coisas que andam por ai – nada que ninguém saiba – o que importa – é como o deixamos ir…

E assim anda este nosso mundo – seguro de que se vai esvair – que vai ruir – porque dói tanto tanta Humanidade a se destruir – como  suicidas em crescendo – nesta floresta de frio e cimento – que nem vale a pena sequer pensar – que nem as guerras matam tanto como o deixar de existir – assim –lentamente – se esvair – e dos sonhos se despedir.. até voar.. até vogar – na única solução que nos estão – ainda a- em plenitude –a deixar tomar…todas as outras – são subtis opções – entre o que nos dizem que podemos e não podemos – são subtis manipulações para ir para onde não sabemos –e vamos! Como verdadeiros escravos pagos! vamos !

é temos brio no que chega ao fim do mesmo nem nos perguntamos o que isso custa a tanta e tanta gente que nem tem, nem pode assim participar – neste sistema – que nos esta- a AJUDAR – a lentamente – TOMBAR…

E podemos comer fora – ter aparelhos para ter mais tempo- e de que ser ao jovem ou velho que já é... encadeado a um sistema que nos devolve – certeiro – ao banco de jardim, ao apartamento de morte silente ou ao espaço onde se acumulamos ferros velhos – para – certamente (em silencio de”marketing” ) –se esvair…

Substituídos pelas faces desses outros velhos apresentados nos “mass media” – que são os que pagam a ideia de que "tudo está bem – e que vai passar esta tendência de mais de trinta anos que – por dentro nos está afazer ruir…

Que fazer?

Nos pequenos lugares – inovar. Transformar, preservar o que ainda há a preservar
nos pequenos lugares desenvolver o que ainda somos – sem mais sim ou não

Nos pequenos lugares- como arcas – salvaguardar – actividades e simplicidades e tempos e partilhares e humanos momentos para se encontrar – e além das compulsões e ir e vogar

E deixara atrás esses frios ecos – que em si mesmos- se irão consumir…

E começar a plantar sementes de esperança  nesses nichos de vida que pareciam se esvair…é juntara pessoas -  humanas gentes – e recursos –actividade perenes – e espaços- que sejam – dos de sempre – e juntos – nessa solidez latente – a recompor – a sintonia da harmonia que parecia esquecida – éter tempo para dar tempo ao tempo para que possam VERDADEIROS SERES HUMANOS A- únicos – e não copiados – crescer e se assumir


como fruto da terra e com aspiração que os ramos de Árvore de Amor – se elevem aos céus e céus e terra possam de forma simples – de novo se unir…

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Vai mais dentro - vai...







Quando a sombra se faça densa
E te tome
Recorda a força
Que por dentro
É em ti enorme

A sombra abraça
Entre o tempo que passa
Torna a tua alma baça
Para a Luz do teu interior
E a luz em teu derredor
E a luz do amor maior
Esse que te abraça
Te embala
Te leva
Te eleva
E congrega
quem o sabe
ó sente
E o vela
Esperando o desabrochar
´de tanta outra

Alma vera..

sábado, 13 de setembro de 2014

Olhares de Tempos a (PASSAR)



Entre estas névoas das vidas
Entre ecos distantes dos dias
Entre a bruma - escura e fria;

Quando  é essa a dor em nós

Connosco assim, companhia;



Quando a vês, sem sequer o notar
contemplas seu suave e fino olhar

Lembras a suave caricia
Desse terno e doce Luar

Te olhando e respeitando
sem te ferir ou trespassar