E romarias feitas de pessoas vivas – como estátuas de lume a
arder – esse lume brando – branco – que do mar e da rocha – nos de novo
prevalecer – nesta terra que nos viu e nos soube acolher… essa terra amiga –
mais não fria – digna pelo fogo de mil fogos num olhar a despertar...
Depois de ter passado pela jurisprudência do direito sindical - num pais onde se desmembra o SNS e ficam pequenas unidades geridas por entidades privadas - em forma distrital - no que já não existe razão para sindicalizar a nível nacional - por não haver sistema nacional de saúde a salvaguardar...
Depois de estar a emprateleirar - durante três anos e meio - e seguir e perseverando já se empurra a gente para coisas - que vão além da mente - e nos ameaçam com internar de forma compulsiva quem diz, que faz, quem se move além da estrutura que nos pretende velar...
quem trabalha (trabalhava) - dia a dia - e não mostrava nenhuma pequena área que desvia do comportamento habitual de quem usa a bata branca para ajudar...
quando se recorre ao privado para nos defender - deste ameaça velada - de nos enterrar para sempre - nome, carreira, estatura humana - para ninguém ais crer - na prova mostrada, na argumentação validada, tantas e tantas vezes calada - por quem de ver - devia - algo que não se sabia - à empresa que os tinha de forma lacrada..
para ninguém mais nos ver... e assim continuar a ser - de ou outro lado - o cifrão a se valer - e sabemos que são muitos zeros para chegar ao supremo... e perdemos... por calar...
e depois invocamos o direito "público - para nos salvaguardar... e sabemos que somos tantos - com situação igual - com reunião de jurista ao lado, com telemóvel em mesa ligado... com todas essas coisas que nos ajudam a "meditar"... enquanto a carreira de enfermagem se deixa - se esgueira - ficamos nós, o que dissemos não de forma capital...
dizem-se - novamente - que mesmo com as provas que se necessitam - que é um caso difícil de avançar - que não há forma ou lugar neste nosso Portugal- de fazer frente a Golias com um pequeno documento em mão - um que dizia que estava tudo conforme se pedia e que a instituição requeria de novo- dia sim, dia não...
Para finalizar um eufemismo – nos tempos conturbados, nos
que as correntes e linhas apontam para muitos lados – no meio do escuro –
passava uma lamparina – nosso símbolo – nossa guia…
Uma flor – Florence – entre as guerras de Crimeia… anunciava
o dia quando nada mais se via no meio da noite escura de um processo de morte
anunciado…
– de um sistema que funcionava até sido –
lenta e pausadamente - desmantelado…
Passava a sua esperança por onde não havia mais caminho a
não a confusão, o medo ou o que mais não se creia – que possa voltar a ser o
que era – de uma forma diferente – para quem tenha ideia – de como gerar novas
formas de adaptar o que era de qualidade e pode assim perseverar…
(a humanidade chegou até – pelos valores
que Norteiam – uma mesma tecnologia – ilumina uma cidade ou varre uma cidade
inteira – o valor da opção – de dizer sim – ao que é sim – e dizer não ao que é
não marca a diferença – centrais nucleares há muitas – três impactos de não são
os que lembramos…)
Seja ou não um aforismo… Nightingale… “algo” que traz um
canto de esperança entre a noite – entre a confusão que por entre as nossas
próprias linhas avança – pode ser necessária neste momento – no que o ser
humano adulto – aponta os seus olhos...
A esperança… e esta – por muito que se diga – não vem da
banca – por muito que nos seja lavada a cabeça fria – faz tantos anos que já
cansa…
Uma palavra de sustento, uma possibilidade de complemento,
uma linha alternativa e um fundamento- o mesmo que nos fundamenta e alicerça –
apara seguir em frente – não importa o vento, nem a névoa que vela a estrada –
o caminho é cuidar, estar perto…
para quem ama promover saúde na comunidade – é estar perto,
desenvolver o método e seguir a dará tenção a crianças, a jovens, adultos e
anciãos - com uma metodologia
(universal
– com base na bio-mecânica de forma simples – e desenvolvida assim – passo a a
passo integrada na vida do dia a dia)
Em vez de espartilhar – reunir, em vez de enviar para outros
lugares- convergir, em vez de especializar e exportar – trazer para perto e
simplificar – em vez de vagar lugares – preencher com actividades pares – seja educar-
seja educação parecida de forma diferente e mantendo a actividade nossa – para que
se possa continuar “ali”…
Se se desfazem as ligações –entre quem assim colabora – que se
promovam linhas novas para gerar de novo as colaborações que se precisam…
Antes era proibida a publicidade de delegados de informação
médica dentro das unidades de cuidados – os delegados entraram e a publicidade
ficou em todos os lados – assim se começou a vender o que não se pode sequer
comprar…
Nesses lugares velados – na comunidade ocultos – entre os
locais tapados – os delegados – nem sabem – nem vêm – e faz-se promoção de saúde
sem olhara a quem;
As metodologias simplificadas – servem pequenos grupos –
conforme o espaço a ocupar e conforma as pessoas que – em verdade – estão dispostas a colaborar;
Multiplicar – dentro dos trinta e sete mil – alguns que
queiram ir – ajudar a surgir – pequenos focos locais onde a saúde seja o que
comanda e os meios simples as forma várias de a fazer valer . poderá ser essa
a forma nova de dar um espaço de vida entre tanta vida a se esvaecer…
Que permita a visão de se desenvolver – com qualidade –
durante toda uma vida – com o mínimo de elementos externos a não ser quem dela
usufrua e quem dela faça caminho de vida… os utentes ou – as pessoas de quem se cuida…
Se ouvir alguma proposta oriunda de alguma escola, com o intuito
de desenvolver a base e pilar da saúde – esse que se está a esvaziar para que o
consumos de doença se faça normal… então lembre que a esperança da lamparina
radica em tantas e tantas sementes – pequeninas – que se possam espalhar e
plantar nesses meios esquecidos, longe – perdidos – que se estão a desertificar
e que – ainda se podem ajudara cuidar…